O meu primeiro beijo
Ontem estava aqui com a Alzira, conversa puxa conversa e de bolinhos chegamos a homens. A descarada perguntou-me quantos homens tinha conhecido, claro que uma senhora idosa respitável como eu não refere números. Simulando algum esquecimento sobre a pergunta inicial, recontei pela milésima vez a história do meu 1º beijo.
Corria o famoso verão de 1931, e na altura era uma jovem donzela de 17 anos, o calor apertava tanto que me vira obrigada a usar umas lindas bermudas escuras. Estava a fazer as limpezas da casa, quando um rapazola da minha rua me começou a injuriar.
Gozou com as minhas pernas escanzeladas, com o meu buço e com a minha verruga. Fiquei fora de mim e decidi vingar-me, olhei para o fim da rua e elaborei um plano. Agarrei-me ao rapazola e juntei os meus lábios aos seus, ele ficou abismado e achou que era um grande garanhão, mas não sabia a maldição que lhe caiu em cima naquele momento.
Eu explico... quando olhei para o fim da rua vi o meu paizinho e quando este assistiu ao meu 1º beijo tomou uma posição. Agarrou no rapazola e obrigou-o a casar comigo, e assim venci o dia e lixei a vida ao rapazola.
Bons Velhos tempos, agora a rapaziada mete a língua em tudo o que é beijo... deslavados.

3 Comentários:
Gostava que a Sra. Idosa soubesse que admiro muito o seu blog e penso que é um exemplo de virtude e moral para estes porcalhões das gerações mais jovens. Mais, penso que faz um serviço inestimável ao pudor público ao revelar a verdade sobre essa criatura ameretrizada que é Jorge Amorim. Fique sabendo minha Sra, que uma vez, esse invertido sodomita tentou acariciar-me em sítios íntimos e colocar a sua língua porca dentro da minha boca. Não me restou alternativa senão fazer como nos bons velhos tempos se fazia a gente desta laia: apliquei-lhe um pontapé nas sifílicas partes baixas e chamei um grupo de jovens de extrema-direita para lhe ensinarem bons modos. Olhe, agora de cada vez que se dirige a mim é pianinho, porque sabe que eu não gosto de javardices lá de gente como ele. Um pedido para esta ametista preciosa que é a senhora, se me perdoa o atrevimento: para quando uma incisiva crónica sobre essas cabras brasileiras e africanas que vêm para cá desfazer os lares deste bonito Portugal?
eheheheh coitado do rapazola .... ou talvez não porque ainda nos vai contar se foram muito felizes. Muitas vezes recordo o meu 1º beijo que foi há muito menos tempo que o seu ... (foi em 1970 e eu tinha 13 anos). Num passeio a Conimbriga um colega de escola da turma dos rapazes (sim naquela altura as turmas eram separadas mas os passeios eram mistos. Até hoje não me lembro das ruinas pois andei todo o dia nas nuvens e nas semans e meses seguintes. Não arruinei a vida ao rapazola porque ainda namorisquei mais alguns [grilinha_corada] e vim a casar em 1979 com o meu engº (fiz este ano as bodas de prata) de quem tenho 2 filhos lindos e maravilhosos de 23 e 21 anos. passe lá pelo meu blog para ler a reportagem que lhes fiz há algum tempo http://grilinha.blogs.sapo.pt/arquivo/096582.html
Pois é falam, falam, falam mas nunca as vejo fazer nada. Bom agora a lingua anda em tudo o que é beijo, mas antigamente se os palheiros contassem historias... É verdade que o mundo se alterou, mas nem tudo está pior, é preciso é lutar pela concençialização dos mais jovens!!! Força nas canetas e até uma próxima.
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